segunda-feira, 25 de abril de 2011

37 Anos Passaram... E Agora?!



“A representação “política” tende a “educar” – isto é, a deseducar – as pessoas na convicção de que elas não poderiam gerir os problemas da sociedade, que existe uma categoria especial de homens dotados da capacidade especifica de “governar” C. CASTORIADIS (1983), (p.274)




Deixo aqui uma proposta a quem me visitar:

Responder com seriedade, às seguintes questões:

-  O que Quer que se altere, tendo em vista o bem comum, nos seguintes sectores: - 


- EDUCAÇÃO 
- HABITAÇÃO 
- INFORMAÇÃO
- JUSTIÇA 
- REPRESENTAÇÃO POLÍTICA 
- SAÚDE

Atreva-mo-nos a dizer o que queremos objectivamente e encontrar forma de nos fazermos ouvir, ou melhor ainda, exigir sermos ouvidos.

Não acham que já passou tempo demais?!



quarta-feira, 20 de abril de 2011

É urgente exercer a Cidadania...

Meus Caros,

Eu sei que andamos descrentes da partidocracia !

Mas, e talvez por isso mesmo, não devemos  pactuar com este sistema oligárquico que insiste em dar voz sempre aos mesmos...


Petição contra a realização de debates discriminatórios



Foi publicamente anunciado que as televisões RTP, SIC e TVI entraram em acordo com os partidos com actual representação parlamentar na Assembleia da República (PS, PSD, PCP, BE e CDS), um conjunto de 10 debates eleitorais respeitantes às próximas Eleições Legislativas de dia de 5 de Junho. Ora:


1. Porque esta decisão viola por completo o princípio básico da igualdade de tratamento e de oportunidades das diversas candidaturas apresentadas (consagrado no artigo 113º, nr. 3, alínea b) da Constituição da República e nos artigos 56º e 64º, nr. 2 da Lei Eleitoral da Assembleia da República, Lei nr. 14/79, de 16/05), situação para a qual a própria CNE já alertou por diversas vezes em campanhas anteriores e inclusive no passado dia 12 de Abril e que os referidos canais de televisão têm ostensivamente ignorado por completo;

2. Porque os níveis de audiência e os chamados “critérios jornalísticos” não podem ser usados como pretexto para se abdicar de um dos pilares da democracia – a igualdade de oportunidades;

3. Porque se torna ainda mais grave no caso da RTP sendo este canal pago com os impostos de todos os portugueses e não apenas com os impostos daqueles que votaram nos partidos que se encontram na AR e ainda por constar do seu contrato de concessão a defesa do pluralismo.

4. Porque já em Fevereiro de 2009 o Supremo Tribunal de Justiça determinou em Acórdão que “A simples ausência, no debate, de um qualquer dos candidatos, fará crer, de princípio, a grande número de cidadãos que outros que não os presentes nem sequer se apresentarão ao sufrágio ou então, talvez até pior que isso – assim se operando, nessa hipótese um verdadeiro afunilamento informativo, fortemente invasivo do projecto propagandístico de cada um, favorável ou desfavoravelmente, em plena fase dita de "pré-campanha" – que a candidatura dos ausentes, por qualquer razão, não será para representar com seriedade”;

Os abaixo-assinados vêm por este meio requerer e peticionar a V. Exas que tomem todas as adequadas providências para impedir a realização de debates discriminatórios (cujo início está marcado já para o próximo dia 6 de Maio) e assegurar que nos debates que venham a ser realizados sejam incluídos TODOS os partidos/pessoas/entidades cujas candidaturas tenham sido aceites pelos Tribunais.

Assinar aqui:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9091



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Para Reflectir ... (IV)


Quais são as diferenças entre as sociedades ditas modernas e as sociedades tribais?
Muitas e complexas, não é verdade!

E quais são as semelhanças?
Sobrevivência. Sobrevivência. Sobrevivência.

Em que ponto estamos na sociedade moderna? Pois...!

Utilizemos a inteligência crítica e o saber histórico.

Desconstruamos o satatu quo de cada um de nós, e recuemos o bastante para encontrarmos o ponto de equilíbrio, que se situará algures entre as duas sociedades.

Aprendamos a ser felizes com o SER!

Este trabalho é individual. 


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A UNIÃO FAZ a FORÇA !

"A Força não vem da capacidade física, ela vem de uma vontade inabalável."
Mahatma Gandhi

 
Tomei hoje conhecimento desta petição.
Deixo a informação a quem interessar.
De nada vale reclamarmos do sistema se não nos mobilizamos!

Petição Para Uma Nova Economia - Uma Tomada de Posição Pública



"Para uma nova economia
Uma tomada de posição pública

Apresentamos esta tomada de posição pública no momento em que acaba de ser aprovada a política orçamental para 2011. Como todos reconhecem, as medidas adoptadas têm carácter recessivo. Mesmo que no curto prazo, permitissem conter a especulação financeira sobre a dívida externa e as necessidades de financiamento do Estado e da economia portuguesa, tal política, só por si, não abriria caminho ao indispensável processo de mudanças estruturais de que o País carece para alcançar um desenvolvimento humano e sustentável a prazo. Importa responder no curto prazo visando e construindo o longo prazo.
Reconhecemos que é necessária e urgente uma mudança profunda no paradigma da economia nacional, mas também europeia e mundial. Estamos todos envolvidos na busca de soluções. Os economistas em particular têm a responsabilidade de contribuir para encontrar respostas para os desafios da transição que marcam o mundo contemporâneo e, de modo particular, o nosso País.
A crise tem carácter sistémico e dimensão global, com contornos específicos na Zona Euro, traduzindo-se em maior pobreza, desemprego, crescentes desigualdades de riqueza e rendimento, baixa propensão ao investimento e fraco dinamismo da produção.

Raízes da crise

Presentemente, estão identificadas as raízes dos problemas: a globalização desregulada fruto da imposição de uma ideologia neoliberal que exalta o mercado e subestima o papel do Estado na economia; o predomínio dos interesses financeiros sobre toda a economia; a especulação financeira que sobrevaloriza objectivos de lucro no curto prazo; o desrespeito por elementares princípios éticos; a desconsideração de objectivos de coesão social e sustentabilidade ambiental; o enfraquecimento do papel dos Estados nacionais sem que se tenham criado mecanismos políticos supranacionais à altura.
A teoria económica permite fundamentar a denúncia de alguns dos falsos pressupostos subjacentes às opções de política económica que originaram a crise. Existe um pensamento económico alternativo que não pode mais continuar bloqueado e passar despercebido dos meios de comunicação social e na opinião pública. Há que abrir espaço a correntes teóricas com propostas diferentes, que precisam de ser debatidas.
Este debate ajudará a descobrir políticas que compatibilizem medidas de curto prazo com estratégias de desenvolvimento a prazo; que promovam o emprego e a valorização do trabalho humano, abdicando de desregulamentações contraproducentes do mercado de trabalho destinadas a transferir custos para os trabalhadores; que levem a economia a produzir bens e serviços que satisfaçam as reais necessidades humanas que reindustrializem garantindo a sustentabilidade ambiental; que combinem eficiência com igualdade substantiva, promovendo a participação motivada de todos; que aproveitem as
potencialidades dos mercados e ao mesmo tempo limitem a sua expansão para o campo dos bens e serviços públicos; que assegurem a ética dos negócios; que coloquem o sistema financeiro ao serviço da economia de todos...."
 
 Ler mais em:






quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Palavras para quê...





Só podemos concluir que os cortes nos apoios sociais, foram suficientes para equilibrar as contas públicas, daí que já não necessitem de mais verbas!

É comovente vê-los tão de acordo....!!

Poupemos as despesas eleitorais.

Para quê mudar?!!  Afinal as sondagens são tão claras....


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"O Que Faz Falta é Dar Poder à Malta..."


Nas minhas deambulações blogosféricas, encontro muita gente que se manifesta contra o estado de coisas no nosso País.

Há os que sendo de cor partidária diferente da do governo, apontam os erros (raramente soluções), especialmente se os da sua cor partidária já foram governação...

Há os que sendo de cores de partidos que ainda não tiveram responsabilidades governativas, estão convictos que "os seus" fariam mais e melhor...

E há os que não tendo qualquer cor partidária, se encontram num "estado puro" de simples cidadão/contribuinte (nos quais eu me incluo), e que suspeitando que o Poder seja corruptor, apostam mais numa intervenção cívica como exercício democrático.

Posto isto, e tendo em conta que 36 anos de "infância democrática" é tempo demasiado para que nos levem a sério, há que de uma vez por todas assumirmos se queremos ser tratados como crianças ou ainda pior, como débeis mentais!

Pela parte que me toca, digo: BASTA!

A quem passar por aqui, dirijo o convite para visitarem o Blog :

http://cidadaniaproactiva.blogspot.com/

lerem a petição :

PETIÇÃO por uma ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CONTRIBUINTES FISCAIS, in http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=ancf

fazerem um exame de consciência, e mediante o resultado, assinarem 

ou não...

Mas lembrem-se, é IMORAL criticar e responsabilizar os outros, demitindo-se das suas próprias responsabilidades!


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Para Reflectir... ( III)


"PRECISA DE AJUDA...?

Quantas vezes durante a nossa vida teremos formulado esta pergunta, a um desconhecido?
E quantas vezes, teremos sido igualmente interpelados, desta forma,  por desconhecidos?
Aposto que não muitas, para não dizer muito poucas...
E no entanto, não será por falta de oportunidade, pois se estivermos interessados e atentos ao que nos rodeia, não nos faltarão ocasiões para perguntar e também para responder a quem se interessar, (desinteressadamente), pelos problemas alheios!
Pois há poucas horas atrás, fui agradavelmente surpreendida com esta pergunta, por um par de jovens namorados, que não teriam ainda 20 anos.
Cerca das 21h, eu e a minha filha adolescente tínhamos acabado de nos apear do autocarro, depois de um fim de semana fora, quando nos demos conta de que o nosso saco de viagem tinha ficado no referido autocarro.
Estávamos um pouco desorientadas pois este tinha acabado de partir a grande velocidade, tendo contudo ainda que "passar" um semáforo uns 500 metros adiante, que se encontrava vermelho.
Foi quando ouvimos a pergunta: "Precisam de ajuda?"- feita pelos dois jovens.
Olhei para eles agradecida pelo interesse demonstrado, sabendo que por muito boa vontade que tivessem não nos podiam ajudar.  Informei no entanto, que tinha deixado o saco no interior do autocarro e apontei para as luzes do veículo, parado lá longe a aguardar que o semáforo abrisse...
A rapariga olhou para o rapaz e disse: "Achas que consegues?"
Olhei para eles sem entender muito bem, e por momentos pensei que havia um mal-entendido ou então estariam a "gozar" com a minha cara...
O rapaz respondeu: "Acho que consigo!" - e dito isto, partiu como uma flecha a correr na direcção do autocarro. 
Olhei incrédula, para a rapariga e disse: "Que horror! Ele não vai conseguir!" - e ela com um ar confiante: "Consegue. Ele é atleta e faz escalada. Já escalou o Monte Branco. O pai dele também é assim!"
Fiquei a vê-lo correr e desaparecer. E vi o autocarro lá longe continuar o seu percurso, cruzando a Circunvalação para desaparecer numa rua à esquerda onde a uns 300 m, teria uma paragem.
Perante o ar confiante da rapariga, fiquei a aguardar "torcendo" para que ele tivesse sorte, apesar de me parecer uma coisa surreal...
Disse-lhe que tinha ficado muito surpreendida pelo gesto deles, tendo em conta o egoísmo e desinteresse que nos cerca no mundo actual. Ela, respondeu que eles se interessam e tentam ajudar, principalmente depois de ela própria ter sido vítima de um assalto e ter ficado prostrada no chão, sem que tivesse tido alguém que tivesse parado para ajudar! E que ainda há bem pouco tempo tinham ajudado um casal de velhinhos invisuais que se encontravam em dificuldades, naquele mesmo sítio (em frente ao Hospital de São João, no Porto)...
Decorreram uns longos minutos, quando da semi-escuridão e do lado oposto da via, ela distinguiu a figura dele. Trazia um andar exausto, e na mão... o meu saco de viagem!
Agradeci-lhes profundamente e disse-lhes para nunca se arrependerem de actos como aquele!
Ela alegremente respondeu: "Não! Nós somos assim!"

Eram um casal muito jovem.  Muito bonitos, por fora e por dentro!